
Nesta segunda-feira (24/03), pela manhã, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e o Sistema da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) reforçaram os laços técnicos e institucionais na prevenção à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida popularmente como gripe aviária, e de outras doenças de importância na avicultura. As instituições promoveram um encontro on-line com a palestra “A importância das medidas de biosseguridade para o combate de enfermidades na avicultura”.
O evento teve como objetivo reforçar junto às cooperativas a importância da adoção de medidas de biosseguridade nos plantéis avícolas comerciais, como forma de prevenção contra as principais doenças da avicultura, incluindo a IAAP. O encontro foi aberto a todas as cooperativas e suas equipes técnicas, serviço de defesa agropecuária de outros estados, equipe técnica da Cidasc, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e outras entidades parceiras. Reuniu um público bem diverso e interessado, com quase 100 pessoas conectadas.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destacou a importância da parceria entre as instituições para garantir a segurança sanitária do setor avícola catarinense. “Atuar como time é fundamental. Diferente de um grupo, em que cada um joga individualmente, um time trabalha de forma coordenada, com funções diferentes, mas com um mesmo objetivo: a prevenção. Nos unimos para causar impacto positivo nas pontas da cadeia produtiva. Nossa missão é somar esforços, integrar governo e campo, dar suporte técnico e comunicar melhor, valorizando todos os profissionais do agro, da produção ao consumo”, afirmou.
Ela também ressaltou que a biosseguridade é um compromisso coletivo e um legado a ser preservado. “A comunidade do agro tem uma relação profunda com a natureza. Quando cobrimos uma semente na terra ou alimentamos um animal, estabelecemos um pacto com o tempo: o pacto de cuidar. Nosso papel não é apenas manter o passado, mas construir novas conquistas. Hoje, a vigilância sanitária da Cidasc é feita 24 horas por dia, sete dias por semana, porque a prevenção é um desafio constante. Agradeço à Ocesc por essa parceria tão importante para levar informação e qualificação a todos os envolvidos na avicultura catarinense”, completou.
O diretor superintendente da Ocesc, Ricardo Miotto Ternus, reforçou a relevância da sanidade animal para o agronegócio estadual. “Sanidade é o maior ativo que temos em Santa Catarina, conquistado com esforço coletivo. Para mantermos esse status sanitário, precisamos continuar investindo em prevenção e educação sanitária. Estou muito feliz em participar deste evento e agradeço à Cidasc por essa parceria essencial para disseminar conhecimento e fortalecermos nossas defesas contra doenças que podem impactar nosso setor”, afirmou.

A palestra foi conduzida pela médica-veterinária e coordenadora do Programa de Sanidade Avícola da Cidasc, Carolina Damo Bolsanello, que apresentou as principais diretrizes de biosseguridade e medidas preventivas essenciais para evitar a entrada e a disseminação do vírus da Influenza Aviária em Santa Catarina.

A Cidasc e a Ocesc seguem comprometidas com a defesa agropecuária catarinense, promovendo ações conjuntas para fortalecer a biosseguridade e garantir a excelência sanitária que faz do Estado uma referência no setor avícola.
Notificação de suspeitas
A Influenza Aviária é uma doença de notificação obrigatória e deve ser comunicada a qualquer instância local, regional, estadual ou federal do Serviço Veterinário Oficial, representado pelos Órgãos Estaduais de Sanidade Agropecuária (Cidasc) e pelas Superintendências Federais de Agricultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A notificação pode ser feita presencialmente ou por telefone.
O informe dos casos também pode ser realizado diretamente no site do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). O registro será imediatamente encaminhado ao responsável do Serviço Veterinário Oficial no município de localização da suspeita ou doença registrada. Para isso, é importante que a localização de onde se encontram os animais envolvidos na notificação seja a mais precisa possível.
Medidas de biosseguridade
A forma mais eficiente de prevenção é a adoção de medidas de biosseguridade nas propriedades rurais. Deve-se isolar as aves de produção, das aves de vida livre, oferecer água tratada para os animais e não permitir a visitação de pessoas não autorizadas nos aviários. Se identificar aves com sinais de gripe aviária, como mortalidade elevada, sinais respiratórios e nervosos, redução no consumo de água e alimento, redução na produção de ovos ou ovos mal-formados, faça a notificação pelo e-Sisbravet (bit.ly/e-Sisbravet). Ao visitar praias e parques, não toque em animais doentes ou mortos e não recolha estes animais.
A aquisição de produtos de origem animal deve sempre ser feita de estabelecimentos com selo de inspeção sanitária, que garante o correto cumprimento das normas sanitárias. O consumo da carne de aves e de ovos não transmite a Influenza Aviária. A transmissão do vírus da IAAP ocorre principalmente pelo contato com aves doentes.
Mais informações à imprensa:
Alessandra Carvalho
Assessoria de Comunicação – Cidasc
Fone: (48) 3665 7000
ascom@cidasc.sc.gov.br
www.cidasc.sc.gov.br
www.facebook.com/cidasc.ascom
https://www.instagram.com/cidascoficial/
Ouvidoria: 0800 644 8500